Em Pilares – A série performática

Da observação do eu, que é um outro. Da construção de discursos escritos pelo fazer diário, pelas feijoadas e churrascos-clichê. Da descontração suburbana e da geografia. De muitas coisas nasceu a necessidade de um olhar crítico voltado para o “lugar”, como definição antropológica, e para a desconstrução da ideia de subúrbio como região carente e incapaz de trocar valor, história, cultura, estética e outras tranças. São 27 anos de idade e de vivência na Tijuca, Riachuelo, Rocha e, claro, em Pilares. Nesse tempo percebi as idiossincrasias, as particularidades que fazem do Seu Jorge o verdureiro simpático da região e da Cida a cabeleireira falante, provinciana e um cadinho preconceituosa. Das leituras do cotidiano uma série performática se dará. Performers, dançarinos, escritores e músicos (que eu lembre) estarão por aqui, dialogando com as questões e com Seu Jorge. Quando? Esse mês ou o próximo, creio eu.
Em breve, maiores detalhes.

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Parte de uma série de performance e texto

Diálogo pós-colonial nº 1:

“Sou Viciada em final de novela.”
“Só em final? Não assiste ela toda?
“Não.”
“Mas como consegue saber quem é quem? O contexto todo da história, ganchos narrativos…?
“Olha, assisto o início e o resto vou presumindo, acompanhando no jornal, naquelas revistas de 1 real, sabe?!”
“Sei, sou fã desse tipo de coisa pop-bizarra.”
“Então… na verdade, basta saber quem é o Carlos e a Helena e a ambientação. É bem como disse, o resto é previsível. Não acha?”
“De que ponto de vista?”
“Como assim?”
“Se for do ponto de vista do Carlos, a vida é do caralho! Além da Helena, uma gata apaixonada por ele e a mais forte e madura da novela, há um séquito de mulheres disponíveis em cada esquina do Leblon, ou da Urca, ou de Ipanema, ou da Barra, ou da Lagoa e se o tesão for grande, mas só se for grande mesmo, da Tijuca…”
“É. O roteiro é até a Tijuca, no máximo. Por conta da UPP a classe média transita mais.”
“Pode crer… Se for do Méier é a alpinista social da trama.”
“Mesmo! A lógica é: Se mora no subúrbio ou quer sair de lá a qualquer preço, ou é um conformado que faz churrasco no domingo, em cima da laje ensolarada.”
“Que foda! Gostei da imagem. Continua.”
“Hein?”
“Com a descrição de um suburbano de novela”
“Ah é aquilo, né?! Escudo de time na parede da sala, barriga pra fora da calça… Aquele sujeito boa praça que sai de casa ao som da cuíca e vai distribuindo sorrisos e saudações até que alguém o pare pra beber uma cerveja. Aí durante a cerveja ele reclama do preço da batata e da indenização da fábrica que não sai nunca.”
“Corte pro núcleo rico da novela”

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Voando em outras paragens

Cabrito voador na versão do artista plástico Philippe Bacana. Cabrito hare bo abrindo o chakra da comunicação de Campinas para o mundo!

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O primeiro vôo

Colaboração da Artista plástica Ana Muniz. Uma versão de um cabrito voador, sendo esse nosso lema/princípio, fazer a pessoa sublimar a realidade e criar, fantasiar, permitir-se alucinações e quebras no e do pressuposto diário. Embora o dito tenha surgido em conversas informais de bar, sintetiza, ou melhor, mimetiza o que nos propomos fazer, permitir o estímulo da imaginação, oferecer um novo olhar pro cabrito, já que esse é bicho da terra e quando se permite voar, torna-se um libertário, um outro além do que é.

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Previsão do Tempo Heresias e Afins

“O mundo não vai acabar, como tem sido anunciado. Não vai acabar não por um otimismo, mas porque Deus morreu e, estando morto, o apocalipse foi adiado pra sempre.” Não,não é Nietzsche. É o discurso de um trabalhador carioca, um senhor, um ambulante da praia de Ipanema, cansado e com dívidas.
Cinema Experimental Poesia e Vídeo Arte
Uma parceria do Video artista Mossad e da escritora Rachel Souza,com produção da SOMOS Filmes…”

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O inferno são os outros, sou celestial!

Trecho de uma videoarte  em edição.

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Nem sei,ném…

Falar sobre o  início das coisas é difícil, talvez pelo “início das coisas” ser da categoria das sensações e não das racionalidades. Ninguém sabe ao certo como ou quando começou a gostar de marmelo, você sabe? Hein? Nunca comeu? Ó, tem que experimentar… Promete que vai experimentar? Tá, tudo bem então, problema seu! Mas o fato é que não sei, digo, sabemos, exatamente quando a coisa se deu. Deve ter sido em algum conversê sobre arte, sobre os livros que não temos dinheiro pra comprar, sobre um assunto cotidiano, banal, que desencadeou todo um pensamento estrutural sobre a palavra “Nem” e/ou sobre nossos trabalhos, nossos sonhos, utopias, engodos e todo o arsenal que uma pessoa, pode ter. Creio que “Nem”, sendo polissêmico, permite a criação de qualquer sentido que se queira dar, até mesmo a negação e desconsideração total.

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